Neto Machado_crédito Alessandra Haro_site © 2011 admin. All rights reserved.

Kodak

No antigo cinema do Centro, o rolo de filme roda uma sequência de quadros. Na tela grande, a ilusão de movimento. O cara pula, cai, sangra, respira, vira a cabeça, segue firme e corre, enquanto o prédio se estilhaça. Kodak é uma dança em frames, um toyart coreográfico, uma peça analógica sobre uma era digital. No novo trabalho de Neto Machado, tudo se ergue e se desmancha com a mesma facilidade. Em cada cenário, uma cena é gravada. Tudo é feito e revelado ao mesmo tempo. Nenhuma ilusão é destruída, todas são transformadas. Em cena, 70 caixas de arquivo coloridas constroem um mundo de plástico onde nada é feito para durar. De dentro das caixas surgem questões sobre percepção, ideários de gênero, cidade e centros urbanos, cultura pop, coreografia e movimento. Kodak estreou no 15º Cultura Inglesa Festival e promete divertir a garotada dentro da programação do Panoraminha.

Neto Machado é coreógrafo e atua nas áreas de teatro e artes visuais. É integrante do coletivo Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial, patrocinado pelo edital de manutenção de grupos e companhias do Programa Petrobras Cultural. Praticou street dance durante muitos anos, experiência que inspirou as primeiras tentativas de transformar os comandos do videocassete em ações do/no corpo. Foi coreógrafo por mais de cinco anos do grupo Street Soul, pioneiro do gêneroem Curitiba. Atualmente divide seu trabalho entre Brasil e Europa, colaborando com artistas como Xavier Le Roy, Jan Ritsema, Jorge Alencar e Thiago Granato.

Concepção, direção e performance: Neto Machado Iluminação: Fábia Regina Som: Rodrigo Lemos Produção: Cândida Monte e Wellington Guitti Programação visual: Gustavo Bitencourt Colaboradores pontuais na criação: Cândida Monte, Fábia Regina e Jorge Alencar Agradecimentos: Adriane Nunes Ferreira, Confraria Espaço Cultural, Eduardo Simões, Dimenti Produções Culturais, Elisabete Finger, Ellen Mello, Escola Contemporânea de Ballet, ICBA, Jorge Alencar, Juliano Monteiro, Léo França e Rubia Romani Principais pontos de partida criativos: Stuart Blackton, Ettiene-Jules Marey, Quentin Tarantino, Eadweard Muybridge, séries tokusatsu, Imagem-Movimento e Imagem-Tempo de Gilles Deleuze, mangás e Evan Calder Williams Realização: Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial.

www.couve-flor.org