Domínio Público

CCBB Teatro I
50 Minutos. Classificação etária: Livre
Domínio Público nasce como resposta artística ao momento que vive o Brasil, onde artistas e seus trabalhos são “censurados e atacados”. O espetáculo concilia política, poética e pedagogia ao refletir, em uma viagem pela História. A proposta é estabelecer relações entre as múltiplas interpretações projetadas sobre a Mona Lisa e as projeções criadas pela sociedade sobre as vidas, identidades e trabalhos de quatro atores em cena.

 

Bio

 

Wagner Schwartz
Após a sua formação em letras, Wagner Schwartz (Volta Redonda, Rio de Janeiro, 1972) participa de grupos de pesquisa e experimentação coreográfica na América do Sul e na Europa. Autor de nove criações desde 2003, recebeu, entre outros, o prêmio APCA 2012 de “Melhor projeto artístico” por Piranha, e foi selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural Dança em 2000, 2003, 2009 e 2014. Seus projetos são citados em publicações como O fazer-dizer do corpo: dança e performatividade, de Jussara Sobreira Setenta, 2008, ou Am Rand der Körper: Inventuren des Unabgeschlossenen im zeitgenössischen Tanz (À borda do corpo: inventários da dança contemporânea inacabada), de Susanne Foellmer, 2009. Foi curador da 10ª Bienal Sesc de Dança, colaborador internacional do Festival Contemporâneo de Dança, em São Paulo, e artista residente do Festival de Teatro de Curitiba. Trabalhou como intérprete para o coreógrafo Rachid Ouramdane, para o diretor de teatro Yves-Noël Genod e para o artista Pierre Droulers. Recentemente colaborou com os cineastas Judith Cahen e Masayasu Eguchi. Vive e trabalha em São Paulo e Paris.

 

Renata Carvalho
Renata Carvalho atriz profissional e diretora de teatro há 22 anos. Fundadora do MONART (Movimento Nacional de Artistas Trans) criando o manifesto “Representatividade trans” e do “Coletivo T” (Primeiro Coletivo Artístico formado integralmente por Artistas Trans em SP).
Pesquisando sobre a presença do Corpo Trans nas Artes, em 2007 assume sua identidade travesti e estréia em 2012 seu primeiro monologo “Dentro de mim mora outra”, onde contava sua vida e travestilidade.
Desde 2013 é atriz do grupo O Coletivo com trabalhos: Projeto Bispo (2013)  e ZONA! (2016). Como Diretora: fundou a Cia Ohm de teatro em 2002: (2009) Prólogo para o Diletante, (2005/2009) Pelo Buraco da Fechadura, (2004) Lei 5.536,(2011) O Último suspiro e (2009) Quando as maquinas param entre outros. Como Atriz:  Atualmente em cartaz com “O evangelho segundo Jesus, Rainha do céu”, e “Domínio Publico”, (2016) ZONA!, (2013) Projeto Bispo , (2012) Dentro de mim mora outra,(2008) – Nossa vida como ela é, (2005) entre outros. TV E Cinema: serie inédita canal brasil: “Toda forma de Amor” Dir. Bruno Barreto; Curta inédito: “Geni” Dir. Cecilia Engels; Serie inédita canal brasil: “Um belo dia”. De 2007 à março de 2018 foi agente de prevenção voluntária pela Secretaria Municipal de Saúde de Santos SP, trabalhando especificamente com a população de Travestis e Mulheres Trans.

 

Elisabete Finger
Coreógrafa e performer, foi artista residente na Casa Hoffmann (Curitiba), fez parte da Formação Essais no Centre National de Danse Contemporaine d’Angers (França), e do Programa SODA – Solo/Dance/Authorship, mestrado em dança pela HZT/UdK (Berlim – Alemanha). Foi co-fundadora e integrante do Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial. Tem apresentado seu trabalho em diferentes contextos (dança, performance, artes visuais), com apoio de instituições brasileiras e internacionais como: Itaú Cultural, Festival Panorama, FUNARTE, Instituto Goethe, PACT Zollverein, Fabrik Potsdam, Uferstudios, Weld, entre outras. Como coreógrafa vem desenvolvendo trabalhos que perseguem uma ‘lógica de sensações’ e se ocupam de um ‘erotismo da matéria’: um corpo-matéria que se funde, colide, atravessa outras matérias. Suas peças mais recentes são MONTAGEM, NHAKA e MONSTRA, uma coreografia-colagem para pessoas e plantas(parceria com a artista visual Manuela Eichner).Atualmente mora em São Paulo.

 

Maikon K
Seu trabalho transita entre a performance, a dança e o teatro. Iniciou sua trajetória nas Artes Cênicas e formou-se em Ciências Sociais (com ênfase em Antropologia do Teatro). Há 15 anos pesquisa meios de alterar a consciência através de práticas corporais e ritos. O foco de sua pesquisa é o corpo e sua capacidade de alterar percepções. Sua obra tem influência de práticas xamânicas; nela o performer constrói diversas realidades através de técnicas específicas, por meio de canção, som não verbal, danças, signos visuais e atividades ritualizadas. Interessam-lhe os estados da consciência, a relação sagrado-profano, sexualidade, intensidades, o grotesco, provocar rituais, testar sensibilidades. Entre suas criações estão: Guilhotina – musical xamânico-terrorista para uma sala de aula; Corpo ancestral; DNA de DAN; Terrário – dança privê num portal interdimensional; O ânus solar.

 

 

FICHA TÉCNICA

Criação, texto e performance: Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho, Wagner
Schwartz.
Colaboração artística: Ana Teixeira.
Figurino: Karlla Girotto.
Assistente de figurino: Flávia Lobo.
Maquiagem: Felipe Ramirez.
Iluminação e direção técnica: Diego Gonçalves.                                                                                                                                              Iluminação: Juliana Augusta Vieira
Produção: Núcleo Corpo Rastreado – Gabi Gonçalves.
Fotos: Caroline Moraes.
Apoio: Casa Líquida, Egrey, Fernanda Yamamoto.
Coprodução: Festival de Teatro de Curitiba.
Agradecimentos: Alba Roque, Julia Feldens

Foto: © Humberto Araujo