Wellington Gadelha

Gente de Lá

Nesse solo, Wellington Gadelha mobiliza sua experiência como dançarino e ativista na periferia de Fortaleza, para denunciar as desigualdades tecno-raciais e o compartilhamento de território que mantém essas segregações. Combinando o poético com o político, ele vê o corpo do negro como um local de subjetivação exposto à violência cotidiana, um “Corpo-roleta-russa” em suas próprias palavras. Gente de lá, portanto, instala um clima de urgência, proporcional ao de tornar essas lutas visíveis e, mais amplamente, de moldar uma contra-narrativa anticolonial. Performance total, som envolvente, música, acessórios, espaço, tempo e luz, Wellington Gadelha aborda cada elemento como uma materialidade significante, com a qual ele se engaja em um diálogo gestual. A peça conecta diferentes ações, formas de dissidência, oposição e tensão, para oferecer a ele a oportunidade de redefinir as fronteiras que buscam limitá-la. Neste jogo proibido, é ele quem acaba pressionando o gatilho.

12 > 14.03.20

CN D Pantin

12 & 13.00 à 19:00 / 1h 
14.03 à 18:30 / 1h

 

Concepção, dramaturgia e criação sonora: Wellington Gadelha 
Mentoria: Luiz de Abreu 
Video e fotografia: Priscilla Sousa 
Técnica: Georgiane Carvalho 
Produção musical: Dj Pedro Ribeiro 
Cenografia: Wellington Gadelha, Emanuel Oliveira 
Colaboração dramatúrgica: Leonardo França, Thereza Rocha 
Design gráfico: Diogo Braga

 

Produção Plataforma Afrontamento. 
Parceiros Trincheira, Escola Porto Iracema das Artes, Galpão da Vila. 
Apoio de Rumos Itaú Cultural. 
Espetáculo criado na Escola Porto Iracema das Artes.