05 Nov :: 20h :: Teatro João Caetano
A dança brasileira, em especial a carioca, perdeu este ano um de seus grandes nomes. O crítico e curador Roberto Pereira, morto em junho, aos 43 anos, deixa um legado de sólida pesquisa acadêmica e valorização da história da dança. Entre diversas atividades e projetos, sua atuação incluiu a curadoria do Panorama entre 1998 e 2003, ao lado da coreógrafa Lia Rodrigues, criadora e então diretora do festival.
Paulista, apaixonado pelo Rio de Janeiro e morador do Flamengo, Roberto deixa ainda livros, uma década de crítica de dança no Jornal do Brasil e uma geração de alunos que aprendeu com ele a importância da história na construção de uma linguagem artística. Minucioso e exigente, Roberto advogava que a dança era uma área autônoma de produção de conhecimento e assim deveria ser vista. Reconhecia a importância da comunicabilidade, mas sem desprezar a experimentação e as rupturas. Acreditava na dança como uma forma de discutir o mundo e nós mesmos. Sem ele, o Festival Panorama e a dança brasileira não seriam os mesmos.
Em sua homenagem, a noite de abertura do festival se volta para a história da dança. Com a participação especialíssima do pianista Cadu Pereira, será exibida uma seleção de cenas do início do movimento coreografado no cinema, num programa pequeno e precioso que Roberto adoraria compartilhar mais uma vez.
So far por at the time, especially in Rio, lost one of its big names this year. The critic and curator Roberto Pereira, who died in June, at age 43, leaves a legacy of solid academic research and appreciation of dance history. Among various activities and projects, Pereira was Panorama’s curator between 1998 and 2003, alongside choreographer Lia Rodrigues, who has created and directed the festival so far.
Roberto was born in Sao Paulo, lived in Flamengo and loved Rio. He leaves books, a decade of dance critics for Jornal do Brazil and a generation of students who learned from him the importance of history in the construction of an artistic language. Rigorous and critical, Roberto advocated that the dance was an autonomous field of knowledge production and thus should be seen. He has recognized the importance of communicability, but without neglecting the experiment and the rupture. He believed in dance as a way to discuss the world and ourselves. Without him, Panorama Festival and Brazilian Dance would not be the same.
In his honor, Panorama’s opening night brings the audience the history of dance in a small but precious program, with pianist Cadu Pereira as a special guest, to remember the beginning of the movement in film, something that Roberto would love to share once again.






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