Festival Panorama..5>21 nov ..2010
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Panorama 2004

XIII Panorama de Dança Contemporânea

Esta edição ocupou mais endereços da cidade, lançou novos talentos e apresentou nomes consagrados, através de mais de 34 espetáculos imperdíveis, alguns inéditos em palcos brasileiros. O festival foi criado e tem direção geral de Lia Rodrigues. Os curadores convidados desta edição foram Nayse López e Eduardo Bonito. Beatriz Cerbino coordenou o projeto Novíssimos.

O Panorama 2004 contou com o aporte da Prefeitura do Rio e da Secretaria das Culturas e com parcerias importantes como: British Council, Goethe Institut, Consulado Geral da França, Aliança Francesa, AFAA, Festival Danças na Cidade de Lisboa / Portugal, Ministério da Cultura de Portugal, Espaço SESC, SESC Rio, Instituto Cervantes, Instituto Camões, Instituto das Artes (IA), Embaixada da Espanha no Brasil e Agência de Colaboração Espanhola, Japan Foundation, Fundação Cultural Brasil Portugal e Casa Hoffman.

PROGRAMAÇÃO


Novíssimos
| Espaço Cultural Sérgio Porto

Novíssimos é um projeto que há cinco anos introduz no cenário carioca a produção contemporânea de jovens coreógrafos / bailarinos. Selecionados através de uma oficina de curadoria com estudantes universitários de dança, os novíssimos são apresentados num contexto em que “estar começando” é uma característica. O projeto se completa com uma segunda oficina relacionada, a de novíssimos críticos, que pretende desenvolver uma nova geração com olhar analítico sobre a dança.

No fundo você não me conhece | Ana Paula Komozaki | 5 min.

No outro | Fernanda Calomeni e Diego Dantas | 6 min

Claro no escuro | João César Menezes Rodrigues | 6 min

Um tempo de dois | Bruna Fiúza e Ignácio Aldunate | Direção: Ana Bevilaqua | 6 min

Composição número seis. Versão número dois | Zé Ricardo Barros | 6min

Fragmentos | Daphne Madeira | Composição musical e execução: Fernando Alves Pinto | 5 min

A(s) | Renata Costa | 3 min

As costas | Marcello Milani | 6 mim.

A três | Letícia Nabuco | 3 min

Estudo para uma bailadora andaluza | Renata Maciel, Thais Galliac e Gerah Diaz | 8 min

Novíssimos Curadores > Carla Reichlt – UniverCidade| Morena Paiva – UniverCidade | Helena Lima – Fac. Angel Vianna | Luciana Franco – UniverCidade


Novíssimos Críticos
> Cecilia Silvano – UFRJ | Veronica Prates – Fac. Angel Vianna | Juliana Chrispim – UniverCidade | Erika – UniverCidade

Noites Rumos Dança
| Panorama

Rumos Itaú Cultural é um programa que mapeia desde 2000 a produção artística brasileira recente. O Rumos Dança apresentou em São Paulo alguns dos espetáculos selecionados pelo projeto no ano de 2003. Nesta edição do Panorama, numa parceria inédita, apresentamos as noites Rumos Dança | Panorama, com seis criadores do Rio de Janeiro que fizeram parte da última seleção nacional do Itaú Cultural.

> Erosão e Conservação do Solo | Micheline Torres

Brasil | 10min | Paço Imperial | 18h

Neste seu primeiro trabalho como coreógrafa, a bailarina Micheline Torres preferiu a simplicidade do dicionário para localizar o foco de sua pesquisa: “solo: porção da superfície terrestre onde se anda, se constrói; chão. Trecho musical executado por uma só voz ou um só instrumento. Dança executada por uma só pessoa”.

Concepção, Criação, Coreografia e Interpretação: Micheline Torres | Música Original: Marcio Meirelles | Fotos: Löis Lancaster

Micheline Torres faz parte do coletivo REDE | arte em colaboração

> Dois do seis de setenta | Cláudia Müller

Brasil | 18 min | Paço Imperial | 4 nov | quinta | 18h

“Se a minha pele é uma fronteira, a cicatriz está dentro ou fora?”, se pergunta Claudia Muller neste solo. “A idéia do corpo como lugar habitado, registro da experiência, material de construção de um ideal estético e, ao mesmo tempo, prova da finitude da existência.

Criação e Interpretação: Cláudia Müller | Assistência: Alex Cassal | Trilha Sonora Original: Marcio Meirelles | Locução: Rodrigo Maia | Luz: José Geraldo Furtado | Fotos: Löis Lancaster Apoio : Centro Cultural José Bonifácio e Cavídeo

Dois do seis de setenta é um projeto da REDE | Arte em Colaboração

> O relatório G | Gustavo Barros

Brasil | 15 min | Paço Imperial | 18h

“Peça Inacabada para Artista Mecânico”, apresentado como trabalho em processo no Panorama do ano passado, é o ponto de partida deste “relatório G”. O solo é, nas palavras de Gustavo, “um olhar sobre as ações do homem contemporâneo. Na sociedade existem mecanismos geradores de ações em que os indivíduos se colocam com um determinado fim”.

Concepção e Atuação: Gustavo Barros

Agradecimentos: Sonia Sobral , Lia Rodrigues , GTG , Danilo Barros e Glória Freitas

O relatório G é um projeto da REDE | Arte em Colaboração

> Massa de sentidos | Marcela Levi

Brasil | 20 min | Paço Imperial | 18h

“Lembro agora de um brinquedo de infância, bonecas que conheço pelo nome de babuska; elas têm um corte no meio da barriga. Ao dividir uma no meio, aparece outra, que também se divide, e mais outra, e assim por diante”, escreve Marcela. Marcela dá continuidade a sua pesquisa sobre as convenções sobre o corpo e suas formas e propõe ao público pensar sobre memória corporal e sentido.

Concepção, criação e Interpretação: Marcela Levi | Direção: Claudia Garcia e Marcela Levi Iluminação: José Geraldo Furtado | Fotografia: Claudia Garcia | Projeção de Vídeo: NovaMídia | Produção e Câmera: Ana Paula Albé | Apoio: Centro Cultural José Bonifácio, TEX studio de dança, Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, Rumos dança Itaú Cultural 2003

> Não alimente o animal | Paula Águas

Brasil | 30 min | Teatro Carlos Gomes | 20h

Paula Águas ficou conhecida como uma das mais importantes intérpretes da dança contemporânea brasileira. Há alguns anos se dedica a criar trabalhos onde investiga sua própria condição de intérprete e sua transição para a criação. “A todo momento somos contaminados, contaminamos, somos invadidos, somos evasivos”, elabora Paula. Neste novo trabalho, que estréia no Panorama, Paula quer testar os limites do controle no corpo, no espaço, no tempo.

Direção e concepção: Paula Aguas | Criação: Ericson Pires, Fabrícia Martins, Paula Aguas e Pedro Rocha | Artista plástico convidado: Ronald Duarte | Iluminação: Marcelo Cabanas

> + Simples | Ana Vitória

Brasil | 20 min | Teatro Carlos Gomes | 20h

Desde o ano passado, quando a convite do festival Dança Brasil, Ana Vitória se debruçou sobre a obra do escritor Ítalo Calvino, e vem usando alguns dos temas abordados pelo pensador italiano em sua criação “Seis Propostas para o Próximo Milênio”. Como alicerce, ela se utiliza da leveza, rapidez e exatidão.

Direção e Coreografia: Ana Vitória | Intérpretes: Andréa Bergallo, Patrícia Riess e Ana Vitória Iluminação: Milton Giglio | Escultura: Iole de Freitas | Assistente de Iluminação: Fernanda Mantovani | Figurino: Claúdia Diniz | Trilha Sonora: Mussorsky, Ligetti, Prokofiev, Stravinsky e Arvo Pärt | Fotografia: Robson Drummond | Preparação Corporal: Marcos Martins

> Da casa | Casa Hoffman

Brasil | durações variadas | Teatro Carlos Gomes | 18h

O Panorama convida este ano para os jovens criadores bolsistas da Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento, um projeto de formação em dança contemporânea sem precedentes no país e que desde 2003 levou a Curitiba, sob direção de

Andrea Lerner e Rosane Chameki, vários nomes da dança mundial. Os bolsistas Da Casa —selecionados em audições a cada semestre — nesse ambiente desenvolveram os trabalhos Da Casa. A Casa Hoffman tem apoio da Fundação Cultural de Curitiba.

> Construção para movimento concreto | Frases | Elisabete Finger

20 min | Sessão contínua

“construção para movimento concreto” e “frases” são peças que transitam na relação movimento-texto, e trazem elementos e questões da Teoria da Poesia Concreta como a “tensão de palavras-coisas num espaço-tempo”. A estrutura passa a ser (moto) verbivocovisual”, construindo algo que, para além de uma obra sobre, pretende ser uma realidade em si, um “poema objeto” feito de movimentos.

> Mais uma peça seleta | Michelle Moura

30 min | Sessão contínua

Este trabalho é parte de uma série de trabalhos seletos que tiveram como ponto de partida questões sobre a validade da arte e da dança, o interesse por coisas que não são diretamente úteis. Roupas, pilhas, saco de pão, músicas do Roberto Carlos, passos de dança das garotas do Faustão, corpos nus. Corpos nus? Pop e Kitsch como válvula de acesso a clichês de comportamento e de sorrisos | posturas | atitudes de plástico.

Criação | Interpretação: Michelle Moura e Ricardo Marinelli.

> Eu tenho autorização da Polícia para ficar pelado aqui | Ricardo Marinelli

Sessão contínua

Tendo como fio condutor o trato das formas de fazer-se nu diante de alguém, a pesquisa desenvolvida em “Eu tenho autorização da polícia para ficar pelado aqui” tem como alvo o trinômio artista-obra-público, na tentativa de propor um relacionamento honesto entre as três instâncias.

> Corpos Intensificados | Andréa Serrato

Sessão contínua

“O observador deve ver o corpo, o mesmo onde está contido. O corpo que contém o observador é também um observador, dele mesmo e do outro, simultaneamente”

Concepção: Andréa Serrato e Claudia Washington | Cenário Sonoro: Ângelo Esmanhoto | Texto: Andréa Serrato | Montagem: Andréa Serrato e Claudia Washington

> Red a hundred 40 | vermelho 140 | Cristiane Bouger

Sessão contínua

A performance-instalação tem como tema central o confronto com códigos e representações de hereditariedade e pessoalidade. Transita entre questões biográficas, aspectos de hereditariedade cultural, subversão de expectativas e obsessões artísticas com relação ao impacto da imagem e a (in) eficácia da palavra. Na comunidade do Vale do Epuyen, na Patagônia Argentina, a artista entrou em contato com as mulheres que diluem o sangue menstrual na água para regenerar as árvores e plantas secas da região, reverenciando a conexão ancestral entre o feminino e a terra.

Roteiro, Concepção e Direção: Cristiane Bouger | Performers: Cristiane Bouger, Débora Segantine, Ronald Pinheiro e Stéphany Shuwinski| Captação de Imagens: Luan Voigt Iluminação do Vídeo: Renata Peterlini | Edição: Luan Voigt e Iuri Alencar| Fotografia: Bia Dantas| Cenotécnica: Andressa Ferrari. Apoio: UnicenP. Patrocínio: Fundação Cultural de Curitiba | Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento. Brasil 2003. Créditos da Video Performance: Roteiro, Concepção e Direção: Cristiane Bouger Performer: Cristiane Bouger | Captação de Imagens: Luan Voigt | Iluminação: Renata Peterlini | Edição: Luan Voigt e Iuri Alencar Apoio UnicenP.

Encontros Imediatos Lisboa-Rio de Janeiro

Beneficência Portuguesa | 10h às 18h

O projeto Encontros Imediatos, que acontece desde 1999 em Lisboa dentro do Festival Danças na Cidade, chega ao Rio para dar continuidade à parceria que promove, desde 2000, o intercâmbio entre a dança contemporânea do Brasil e de Portugal. Os quatro espetáculos portugueses e os dois brasileiros selecionados para esta edição ocupam, durante um fim-de-semana, uma relíquia arquitetônica da presença lusa no Rio. Em um dos prédios desativados da Beneficência Portuguesa, o público é convidado a se confrontar com a herança colonial e a história do lugar e suas enfermarias vazias, em meio a espetáculos que testam os limites da dança, da performance e da dramaturgia.

> Um solo | Tiago Guedes

Portugal | 30 minutos

Casa como refúgio, rotina como adquirido, privado como público, desalento como mensagem. Tiago Guedes, 26 anos, convida o público a partilhar suas ações caseiras. “De que forma o privado é revelador do que realmente sou? Como é que explico que as coisas realmente que me surpreendem acontecem quando estou sozinho e sem que as predestine? Por que é que prezo tanto esta barreira de territórios que no fundo é uma barreira entre duas personalidades?”, pergunta este já reconhecido nome da dança portuguesa.

Concepção, espaço cênico e interpretação Tiago Guedes | Co-produção Bomba Suicida |Festival Danças na Cidade | Produção executiva RE.AL | Agradecimentos Martim Pedroso, Ricardo Matos Cabo, Galeria ZDB e Danças na Cidade.

> Danças Privadas | Francisco Camacho

Portugal | sessão contínua

Francisco Camacho faz sua primeira apresentação no Brasil com este provocador e irônico comentário sobre o valor da obra artística e o que é uma co-produção. Cada cliente (espectador) pode selecionar o figurino e a música da dança a ser criada, pagando uma quantia simbólica. Para cada sessão de dança privada será passado um certificado de co-produção. Camacho questiona os papéis habituais do artista, do espectador e do produtor, assim como as relações que entre eles se estabelecem.

Concepção e Interpretação: Francisco Camacho | Assistente: Pietro Romani | Produtora Executiva: Paula Pereira | Secretária de Produção: Paula Caruço | Administração: EIRA | Companhia subsidiada pelo Ministério da Cultura |Instituto das Artes

> O belo é só o começo do terrível | Vitalina Souza

Portugal | 20 min

Um poema de Rainer Maria Rilke deu à jovem coreógrafa portuguesa a ambientação deste delicado solo: “E, se até algum Anjo de súbito me levasse para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua natureza mais potente. Pois o belo apenas é o começo do terrível, que só a custo podemos suportar, e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha destruir-nos”.

Coreografia e interpretação: Vitalina Sousa | Desenho de luz: Pedro Machado | Fotografia: Teresa Santos e Pedro Tropa | Assistência: Carla Sampaio| Projeto subsidiado pelo MC | Instituto das Artes| Apoios: Centro Cultural de Belém, Danças na Cidade, Centro em Movimento, Câmara Municipal de Lisboa, Clinique | Agradecimentos: Giorgio Mastinu.

> O que você desejar, o que você quiser, eu estou aqui, pronto para servi-lo | REDE | Arte em Colaboração

Brasil | sessão contínua

REDE | Arte em Colaboração é um coletivo de criadores de diversas áreas (dança, teatro, literatura, fotografia, música e performance) criado em 2003 com o objetivo de estabelecer parcerias entre artistas em atuação no Brasil. O título é de uma obra do artista plástico Leonilson e propõe uma investigação das relações entre artista e público. Quem está a serviço de quem? Antes participante que espectador, dele dependem os rumos, a qualidade, o sentido mesmo do encontro. Cada artista recebe um participante por vez, numa exploração conjunta da arte como discussão de relações de poder, identidade e desejo.

Concepção Geral: Cláudia Müller | Concepção e Supervisão: Alex Cassal, Cláudia Müller e Micheline Torres | Criação e Performance: Alex Cassal, Dani Lima (convidada), Laura Sämy, Löis Lancaster | Colaboração: Nelson Falcão e Thiago Granato | Fotografia: Löis Lancaster Agradecimentos: Astrid Toledo, Flavia Meireles, Wagner Schwartz, Juliana Botafogo, Formigão Diniz, Eliana Pougy, Christophe Wavelet, Felipe Rocha, André Masseno, Projeto Leonilson, Cristina Becker.

> Uma conferência imaginária sobre meus arredores | Gustavo Ciríaco

Brasil | 20 min

Este trabalho em processo surge nos Encontros Imediatos como que a provocar a idéia de confronto entre os imáginários que Brasil e Portugal têm um do outro. Um bailarino, a partir de suas memórias particulares, clichês e movimento, lança um convite ao espectador: empreender uma jornada em sua companhia pelo olhar estrangeiro sobre o Brasil, um Brasil turístico imiscuído em seus souvenires. Uma viagem exploratória pelos arredores cotidianos transformados subitamente em um campo de ação poética.

Criação | Texto | Performance: Gustavo Ciríaco | Assistência de direção: Francine Barros Confecção de pequenos objetos de papel: Maria José de Figueiredo Ciríaco | Trilha Sonora: You don´t know me (Caetano Veloso), Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro), Vai Lacraia | Pocotó (MC Serginho) e Menino Deus (Márcio Duarte e Paulo César Pinheiro) | Fotos: Firmino Salgueiro Agradecimentos: Dupla de Dança Ikswalsinats, José Manuel e Ferme du Buisson, Alayde Ciríaco e Dionéia Vasconcellos.

> E depois, disseste… | Monica Calle

Portugal I Sessões contínuas
A atriz e encenadora Mônica Calle é hoje uma das mais respeitadas da cena portuguesa. Como atriz, é conhecida de filmes portugueses premiados como e o recente A Costa dos Mosquitos, de Margarida Cardoso, exibido no último Festival do Rio. Em sua investigação como encenadora, se dedica a romper a barreira entre o intérprete e o público e provocar reações inesperadas. Mônica recriará no Rio numa residência artística com intépretes cariocas, uma perfomance onde cada espectador fica a centímetros de cada interprete num banheiro. Um trabalho sobre a radicalidade da palavra e o limite da proximidade.

Texto e direção: Mônica Calle | Intépretes cariocas selecionados na oficina da artista durante as Residências Panorama | Produção: Casa Conveniente.

> sirva-se | Michel Groisman | de 2 a 4 horas

Centro Coreográfico |10h

Michel Groisman é um artista carioca com formação em música e artes plásticas. Seus trabalhos mais recentes integram as artes plásticas às artes corporais. Em trabalhos anteriores, como Transferência e Tear, Michel explorou exaustivamente as possibilidades de relação de seu corpo com objetos criados por ele, inventando sua própria forma de movimentação. Nos trabalhos apresentados nessa edição do Panorama, Michel passa ao público seu processo de descoberta do movimento.

“Posicione os copos no seu corpo e… sirva-se”. Este trabalho é realizado em sessões com pequenos grupos, utilizando copos adaptáveis ao corpo e água. A partir de enigmas corporais, cada um investiga com o seu próprio corpo os caminhos da água. Público máximo de 10 pessoas, com duração de 2 a 4 horas, dependendo dos participantes. Trazer uma roupa que possa molhar e uma toalha.

Pesquisa e realização: Michel Groisman e colaboradores | Fotografia: Sung Pyo Hong | Desenho técnico do copo: L.H. Santoro e Washington Fajardo | Molde do copo: Sidplast | Apoio: Espaço Baixo Santa do Alto Glória, Instituição Bolsa Vitae, GE plastics | Agradecimento a todos que colaboraram na pesquisa corporal e no desenvolvimento do projeto do molde.

> Porta das mãos | Michel Groisman | sessões contínuas individuais

Centro Coreográfico| 11h às 13h

Brasil | duração variada

Michel Groisman é um artista carioca com formação em música e artes plásticas. Seus trabalhos mais recentes integram as artes plásticas com as artes corporais. Em trabalhos anteriores como Transferência e Tear, Michel explorou exaustivamente as possibilidades de relação de seu corpo com objetos criados por ele, inventando sua própria forma de movimentação. Nos trabalhos apresentados nessa edição do Panorama, Michel passa ao público seu processo de descoberta do movimento.

“A Porta das Mãos se abre para todo aquele que quiser penetrar em um misterioso mundo, oculto nas articulações das mãos. Um a um, recebo as pessoas que queiram experimentar com suas próprias mãos a formação e transformação dos símbolos”.
Pesquisa e realização: Michel Groisman |Técnica Alexander: Gabriela Duvivier e Gabriela Geluda | Pesquisa contemplada com a Bolsa RioArte

> eigenSinn | Antje Pfundtner

Alemanha | 55 Min | Espaço Cultural Sérgio Porto | 21h

A jovem coreógrafa alemã Antje Pfundtner, em seu primeiro solo de longa duração, investiga as possibilidades narrativas do corpo a partir do imaginário perturbador dos irmãos Grimm, no conto O menino teimoso. Punição e arrependimento, memória e infância são pontos de partida para a artista em sua exploração da capacidade de contar histórias. Antje Pfundtner vem da cena de dança contemporânea de Amsterdã e Nova York e faz sua estréia no Brasil.

Apresentação e Coreografia: Antje Pfundtner | Mixagem: Dayton Allemann | Cenário e Figurino: Sabine Kohlstedt | Luz: H.W. Ahrens | Técnica: Christian Sellin | Produtor: Ursula Teich | Produzido por: Kampnagel| Hamburg e Antje Pfundtner | Promoção: Kulturbehörde der Freien und Hansestadt Hamburg.

> While going to a condition | Duo | Hiroaki Umeda – S20

Japão | 24 min | 20 min | Teatro Carlos Gomes | 20h

Hiroaki Umeda traz ao Rio dois trabalhos solos que combinam dança e suas próprias criações em música e vídeo. Com pouca formação em clássico e hip-hop, o jovem japonês quase autodidata como bailarino, brinca com a velocidade do hip-hop em While going to a condition, onde considera sua presença física como apenas um elemento a mais no espetáculo. Em seguida, nos trará uma surpresa na estréia mundial de Duo, onde busca reconhecer os limites e possibilidades da dança ao dançar com alguém que é extremamente parecido com ele.

Coreografia: Hiroaki Umeda | Música: S20 | Criação Visual: S20 | Intérprete: Hiroaki Umeda

A vinda de Hiroaki Umeda ao Brasil conta com o apoio da Japan Foundation.

> 40 espontaneos | La Ribot

Espanha | Inglaterra | 80 min | Centro Coreográfico | 17h

La Ribot é uma artista que busca continuamente a pesquisa, o desenvolvimento e o questionamento dos limites conceituais, temporais e espaciais da dança e seus encontros com a live art, as artes plásticas e a performance. Conhecida internacionalmente por seus trabalhos solo Piezas Distinguidas iniciados em 1993, La Ribot vem ao Rio apresentar seu novo trabalho 40 espontaneos, com a participação de cariocas sem experiência de palco. “Estou interessada no significado dos ‘espontaneos’ na linguagem das touradas e na forma que me foi definido por um expert em touradas: um espontâneo é uma pessoa que invade a praça de touros e rouba a cena dos toureiros, quebrando as regras do jogo e adicionando uma overdose de perigo desnecessária para essa celebração. Esses espontâneos não vão entrar na praça de touros, mas num palco e, apesar deste ato ter um aspecto de perigo, não é uma matança, mas algo que eu continuarei chamando arte.” www.laribot.com

Concepção e direção: La Ribot | Assistente de direção: Juan Domínguez | Assistentes de palco: Corinne García e Tania Arias Winogradow | Iluminação: Daniel Demont | Cenário e figurino: Karine Vintache e La Ribot | Direção Técnica: Erik Houllier | Manager: Maria Carmela Mini | Tour manager: Richard Afonso

Agradecimentos pela participação na criação: Jo Hughes, Bibi Serafim, Maïwenn Le Gall e todos os funcionários do Quartz de Brest.Produzido por La Ribot, 36 Gazelles, Londres | La Ribot é uma artista associada da Artsadmin, Londres | Escritório de produção e turnê: Parano Fondation, Genebra, Suiça | Uma co-produção Le Quartz, Brest, França (estréia) – Thèâtre de la Ville, Paris, França – Centre Pompidou, Paris, França – Festival d’Automne à Paris, França – La Batie, Festival de Genebra, Suíça

Este projeto no Rio de Janeiro é uma parceria do Panorama com o British Council, com o apoio adicional do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, Embaixada Espanhola em Brasília, Agência de Cooperação Espanhola e ProHelvetia – Fundação Suíça para a Cultura.

> I was born to die | Cristina Moura (estréia)

Brasil | 50 min | Espaço Sérgio Porto | 21h

Cristina Moura vem crescendo como criadora junto com o Panorama, desde o tempo em que ainda vivia e trabalhava na Europa. Desta vez, faz a estréia de seu novo espetáculo. Nele, vídeo-instalação, texto e movimento se misturam no resultado de um exercício de
observação e pesquisa da realidade urbana. Cristina e seus intérpretes se debruçam sobre o universo urbano e seus personagens. O público circula livremente observando e por vezes interferindo na cena. Criado como parte do programa Itaú Rumos Dança 2004, do Itaú Cultural (março 2004), teve sua  segunda etapa desenvolvida em residência e co-produção com a Fêrme du Buisson, Paris, França (maio 2004).

Concepção e direção: Cristina Moura | Criação: Letícia Ramos, Marcela Levi, Cristina Moura e Renato Linhares | Interpretação: Renato Linhares, Marcela Levi e Cristina Moura| Vídeo: Dalton Camargos | Concepção musical: Andréa Jabor e Cristina Moura | Concepção videográfica: Cristina Moura e Dalton Camargos | Luz e técnica: Dalton Camargos Produção: Carla Mullulo | Administração: Dieter Jaenicke.

> La mort et le jeune homme | Rachid Ouramdane | Association Fin Novembre

França | 50 min | Teatro Carlos Gomes | 20h

A Association Fin Novembre foi criada em 1996 com o objetivo de criar e produzir projetos artísticos onde o corpo tenha um papel central. São profissionais de várias áreas com forte viés tecnológico. A partir de 2003, a companhia passou a ter um interesse especial no Brasil. Chegam ao Rio depois de sua segunda residência em Fortaleza, onde trabalharam com bailarinos na Bienal de Dança do Ceará.

Em La mort et le jeune homme, Rachid Ouramdane prossegue seu diálogo com a tecnologia, dando continuidade aos estudos em territórios coreográficos daí resultantes. “Não se trata aqui de remontar Le Jeune Homme et la Mort”, do coreógrafo francês Roland Petit, uma obra de repertório, mas de mensurar os distanciamentos do tratamento temático da morte, da encenação e da interpretação entre uma obra “original” e a peça que a reverbera”- diz Rachid. Sobre o palco, a partir da Internet, buscas de palavras-chave como “o jovem e a morte” organizam a dramaturgia, produzindo uma narrativa não-linear de lógica hiper-textual. A dança se apóia sobre uma série de transformações do corpo em cena que, como um CD regravável, se recompõe em função do fluxo de informações que recebe.

Concepção e interpretação: Rachid Ouramdane | Concepção musical e voz: Fanny de Chaillé | Desenvolvimento em Informática: Armando Menicacci | Figurino:Christian Rizzo | Colaboração artística / pesquisa: Julie Nioche | Realização de acessórios e figurinos: Solenn Camus | Fotografia: Hervé Thoby | Maquillage: La Bourette | Lumières: Yves Godin | Direção Geral: Sylvain Giraudeau

Participação e interpretação vídeo: Rachid Ouramdane, Christian Rizzo, Alain Buffard, Mark Tomkins | Colaboração técnica: Sylvain Giraudeau | Administração: Michel Repellin, Blandine Delcroix | Co-produção: Association Fin Novembre, Le Manège de Reims Scène Nationale, Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-St-Denis, Centre Chorégraphique National de Belfort, Centre Chorégraphique National d’Aix en Provence, Bonlieu Scène Nationale Annecy, Centre Chorégraphique National de La Rochelle, La Chapelle et studio La Coursive Scène Nationale, Association ANOMOS Pôle Média-Danse | Paris, Le Manège de Reims Scène nationale, Centre Georges Pompidou.

> as if your death was your longest sneeze ever | Hooman Sharifi – Impure Company

Irã | Noruega | 80 min | Espaço Sesc | 19h

O iraniano radicado na Noruega Hooman Shariffi logo em seus primeiros trabalhos se tornou uma das mais interessantes e polêmicas figuras da dança contemporânea. Misturando questões políticas explícitas com uma poética do corpo e das relações humanas, seu trabalho provoca, perturba e emociona. “As if your death was the longest sneeze ever” exige do publico mais do que sentar e assistir a um grupo de bailarinos. “Pode uma pessoa chegar a uma posição sem a ajuda dos outros ou das massas? Eu sou parte das massas? Como eu posso saber que escolhi o lado certo quando a nossa história mostra que nós achávamos que tínhamos escolhido corretamente?”, flui o vertiginoso pensamento de Hooman, para quem vivemos em tempos de guerra.

Coreografia, direção e luz: Hooman Sharifi | Criação e interpretação: Kristine N. Slettevold, Hooman Sharifi, Peder Horgen, Diego Gil e Therese ø. Markhus | título retirado de ”The Answering Machine”, de Finn Junker | Música: Fennesz e Nusrat Fateh Ali, Khan Remix e Hooman Sharifi | Figurino: Parvin Systue. A Impure Company tem apoio de The Norwegian Council For Cultural Affairs, The Ministry Of Foreign Affairs, Fond for lyd og bilde. Agradecimento a Knut O. Arntzen and Bojana Kunst.

> Wagner Ribot Pina Miranda Xavier Le Schwartz Transobjeto | Wagner Schwartz

Brasil | 30 min | Teatro Carlos Gomes | 20h

Wagner Schwartz faz parte da nova geração de criadores brasileiros, influenciada, através de festivais como o próprio Panorama, pela vinda dos nomes de frente da dança conceitual européia dos últimos dez anos. Os nomes dos criadores contemporâneos La Ribot, Xavier le Roy e Pina Bausch são apresentados como metatextos de signos codificados. Wagner os mistura a Carmem Miranda, Helio Oiticica e Ligia Clark e propõe a observação através de uma outra estética – integrada ao conceito de “margem” – que possui seu espaço mestiço e percebe a dinâmica multicultural contemporânea que dissolve relações autorais no processo de construção de um ser-linguagem-marginal.

Criação e Interpretação: Wagner Schwartz | Direção Técnica e Iluminação: Alexandre Molina | Operação de Luz e Som:

> Objetos de Cena: Caroliny Pereira e Fauster Martins | Música: Caetano Veloso | Alex Cassal

Espetáculo subsidiado pelo Rumos Itaú Cultural Dança, com o apoio do PALCO DE ARTE – Uberlândia | MG e do coletivo ra em Colaboração.

> O samba do crioulo doido | Luiz de Abreu

Brasil | 20 min | Teatro Carlos Gomes | 20h

O veterano artista Luiz de Abreu, conhecido pelos espetáculos que criou com Patrícia Werneck na Wlap, volta neste trabalho incisivo e provocador para encarar os estereótipos de gênero e raça, a objetificação e a carnavalização do corpo negro brasileiro através da história e nas relações do mundo com o Brasil. A bandeira nacional é pano de fundo e o samba dá o ritmo a um corpo que transgride, resiste, afirma e aponta para dentro. Luiz usa seu corpo negro que dança para discutir a dança que se espera do corpo negro, a mulata-exportação e o espetáculo do preconceito.

Concepção, direção, interpretação, figurino e cenário: Luiz de Abreu | Iluminação: Alessandra Domingues e Luiz de Abreu | Fotografia: Gil Grossi | Trilha sonora: Teo Ponciano e Luiz de Abreu

Apoio: Eric Verhoeckx, Celso Nascimento, Rosmar de Oliveira, Patrícia Werneck, Sônia Werneck

> Raio X | Elemento bruto | Membros Companhia de Dança de Macaé

Seguido debate sobre Dança Contemporânea e Hip-Hop

Brasil | 10 min | 10 mim | Espaço Cultural Sérgio Porto | 21h

O Panorama abre espaço mais uma vez para as intercessões entre a dança contemporânea e o hip hop. A Membros, cujo crescimento público do festival acompanha há três anos, traz suas duas novas criações. Em “Elemento Bruto”, a companhia constrói a possibilidade de diálogo entre a música clássica e a agressividade de movimentos da dança de rua. Em “Raio X”, o estudo de “Literatura Marginal” foi a premissa da coreógrafa Taís Vieira para desenvolver coreograficamente uma possível simbiose de estranhamento e de virtuosidade entre os corpos da dança de rua, tendo como cenário único o enfoque político-social de um vetor extremamente urbano: o cárcere.

Criação e interpretação: Amilton Vilarindo, Filipe Itagiba, João Carlos, Marili Stefany, Mirila Greicy, Taís Vieira, Jean Gomes, Nêgo | Iluminador: Flávio Pereira | Direção: Paulo Azevedo Coreografia: Taís Vieira

Residências Panorama > La Ribot

Este ano, o panorama convidou a artista La Ribot para fazer no Rio de Janeiro mais uma etapa do projeto 40 Espontáneos. Para isso, a coreógrafa junta entre 30 e 40 pessoas de diferentes idades e condições físicas para trabalhar durante uma semana como uma equipe de “espontâneos”, os cidadãos comuns que invadem a Plaza de toros durante as touradas. O resultado do trabalho será exibido na programação do festival, dando continuidade à parceria com o British Council que já trouxe para residências artísticas no festival os artistas britânicos Gary Stevens e Robert Pacitti.

Oficinas Panorama> Hooman Sharifi (Impure Company) Espaço Sesc Copacabana

Palestra Lois Keidan > British Council | Lois Keidan é co-fundadora e diretora do Live Art Development, uma das organizações mais importantes de live art na Inglaterra.